Teve uma repercussão muito negativa para o presidente da Câmara Municipal de São Luís, Isaías Pereirinha, a matéria veiculada por O Estado de São Paulo. O matutino apontou o presidente do legislativo ludovicense como o que teve o segundo maior crescimento patrimonial do país.
Em sua defesa, Pereirinha alegou que vendeu um ônibus no valor de R$ 105 mil e o Nissan Paintfaider no valor de R$ 110 mil e utilizou o dinheiro para comprar um veículo Toyota SW4, avaliado em R$ 173 mil , seu real patrimônio hoje seria de R$ 536.526,00. Isto levando em conta que do dinheiro utilizado para comprar a Toyota ainda houve sobra de R$ 42 mil. Pela conta do presidente da Câmara então, seu patrimônio é de 134,29%.
Mas para Pereirinha, mesmo que seu patrimônio efetivo fosse de R$ 709 mil, estaria condizente com seu trabalho como vereador e extra-parlamento. “Eu não sou só vereador. Tenho outras atividades. Todos conhecem meu trabalho. Não vejo evolução tão grande em uma pessoa que trabalha este tempo todo como vereador e atua em outras áreas. Eu mostro minha cara. Algo que sai de R$ 289 mil para R$ 709 mil em quatro anos não é um absurdo”.
Pereirinha também alegou perseguição. Questionado sobre quem o estaria perseguindo, Pereirinha apenas foi evasivo: “o povo de São Luís sabe. Por isso que eu não fui para lá”, dando a entender que seria perseguido pelo grupo Sarney pela sua insistência em permanecer apoiando o prefeito João Castelo (PSDB), apesar de seu partido estar coligado com a candidatura de Washington Oliveira (PT).

Inquérito da agiotagem revela nomes das primeiras prefeituras envolvidas 

A Prefeitura de Central do Maranhão aparece entre as envolvidas com agiotagem no Maranhão, de acordo com O delegado Maimone Barros que preside a comissão que investiga o caso.
Nas investigações aparecem os nomes de algumas prefeituras que tiveram cheques apreendidos com o agiota Gláucio Alencar que comanda a quadrilha.
O Município de Central do Maranhão que fica a cerca de 380 km da capital São Luis tem aproximadamente 10 mil habitantes. Central do Maranhão é um Município de população humilde por isso as pessoas, estão indignadas, com o envolvimento do prefeito Irã Monteiro (PSD), com a agiotagem que terminou com o assassinato do jornalista Décio Sá.
 
Veja a matéria do Blog do Marcial Lima.
A quadrilha comandada por Gláucio Alencar Miranda Pontes Carvalho, de 34 anos e pelo pai dele José de Alencar Miranda Carvalho, 72 anos, presos na Operação Detonando como mandantes do assassinato do blogueiro, atuava principalmente nas regiões do Munim e baixada maranhense.
Depois da apresentação do inquérito que elucidou a morte de Décio Sá, todas as atenções estão voltadas para o trabalho da comissão de delegados e investigadores no combate e identificação dos agiotas que atuavam com autorização e parceria de prefeitos no interior maranhense.
A Operação Detonando I contribuiu para a localização de boa parte dos documentos e cheques que estão sendo analisados pelos delegados. A maioria deste material estava com Gláucio e Miranda, que não devem negar participação no crime de agiotagem no estado, já que todas provas recolhidas são contundentes, principalmentes cheques assinados em branco por prefeitos e secretários envolvidos com o gupo de criminoso que dava ordens e praticamente "administrava" prefeituras envolvidas no crime.
Logo no início das investigações, antecipamos os nomes de algumas prefeituras que tiveram cheques apreendidos com o agiota Gláucio Alencar. Por exemplo, os investigadores da Polícia Civil devem confirmar a existência de vários cheques assinados em nome da Prefeitura de Turilândia na baixada maranhense. Esta prefeitura praticamente encabeça a lista com o maior número de cheques encontrados nas casas dos agiotas que estão envolvidos na morte do jornalista Décio Sá.
Como a investigação da agiotagem está apenas começando, os policiais não sabem ainda se todos os cheques foram assinados pelos prefeitos municipais, eles serão convocados pela comissão de delegados.
Na relação aparece ainda as prefeituras de Cururupu, Serrano do Maranhão, Mirinzal, Central do Maranhão, Rosário e Icatu. Nos próximos dias, também deve ser confirmada oficialmente uma pequena quantidade de cheques da Prefeitura de Bacabal. Estas são apenas as primeiras informações do inquérito da agiotagem... muitas outras virão, e o número de gestores que podem ter envolvimento com a quadrilha é bem maior.
Segundo a polícia maranhense, somente no primeiro semestre deste ano, duas pessoas foram assassinadas por causa da agiotagem. Fábio Brasil, foi executado na cidade de Teresina, e o jornalista Décio Sá, que denunciava por meio do seu blog as ações criminosas do grupo que mandou lhe matar.
Não custa nada lembrar que estes dados são do início do trabalho dos delegados. É importante aguardar o desenrolar das investigações, pois ainda é cedo para saber qual a participação direta dos gestores citados. De antemão, a certeza que os policiais tem se refere apenas a grande dimensão que a ramificação criminosa possui.

 

Vereador é cassado em Central do Maranhão

No Município de Central do Maranhão a cerca de 380 KM de São Luis, o vereador Daniel PT, foi cassado pela Justiça Eleitoral. o pedido de Cassação foi feito pela suplente de vereador Claudia PSB que assumiu o cargo na ultima sexta-feira 10, depois da cassação de Daniel.
O vereador que se elegeu pelo PSB em 2008 logo depois ele trocou de partido, migrando para o PT.
A mesma coisa fez o prefeito de C
entral do Maranhão Irã Monteiro, a unica diferença é que, Irã Mudou do PDT para o PSD durante a noite, em uma reunião secreta, só foi divulgado a troca de partido pelo prefeito posteriormente, já dentro do prazo legal para troca de legenda.
O ex. vereador Daniel é irmão do candidato a prefeito de Central do Maranhão Epitácio pelo PSC, apoiado pelo prefeito Irã Monteiro que tambem foi cassa na primeira instancia e conseguiu reverter a situação no TRE em São Luis ficando no cargo de prefeito através de liminar do TJ-MA.

Comissão aprova texto-base da Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2013
A Comissão Mista de Orçamento aprovou o parecer final ao projeto da LDO, ressalvados os destaques.
O presidente do Conselho de Ética do Senado, Antonio Carlos Valadares (PSB-SE) (Foto: Geraldo Magela / Agência Senado)O texto aprovado é fruto de um acordo celebrado entre governo e oposição, e prevê que os investimentos públicos não poderão ser executados em 2013 se a proposta orçamentária não for aprovada ainda este ano pelo Congresso.
O parecer estabelece ainda uma série de novas regras de transparência orçamentária, como a divulgação das estruturas remuneratórias dos funcionários de estatais e das entidades.
Foram apresentados 352 destaques, que serão analisados agora pelo relator, senador Antonio Carlos Valadares (PSB-SE). Ele terá um prazo para apresentar o parecer e no retorno haverá a votação final da proposta da LDO.
Salário mínimo
A CMO manteve previsão de reajuste de 7,35% para o salário mínimo, que subiria dos atuais R$ 622 para R$ 667,75 a partir de janeiro do próximo ano, com pagamento em fevereiro. O salário mínimo serve de referência para o salário de 47 milhões de trabalhadores no país.

Esse valor proposto para o salário mínimo em 2013, entretanto, ainda pode ser alterado no futuro, com base nos parâmetros estabelecidos para sua correção (crescimento do PIB do ano de 2011 e da inflação, medida pelo INPC, deste ano). No ano passado, o PIB cresceu 2,7% e, para a inflação medida pelo INPC, a previsão inicial do governo é de 4,5% para este ano.



Em São Luis não é diferente, lá tambem todos os 08 candidatos a prefeito aguardam julgamento.
CARLOS TADEU D'AGUIAR SILVA PALACIOTADEU PALÁCIO11Aguardando julgamentoPPConstruíndo uma nova história
EDIVALDO DE HOLANDA BRAGA JÚNIOREDIVALDO HOLANDA JÚNIOR36Aguardando julgamentoPTCMUDA SÃO LUÍS
EDNALDO DARTAGNAN VERAS NEVESEDNALDO NEVES28Aguardando julgamentoPRTBPartido não coligado
ELIZIANE PEREIRA GAMA FERREIRAELIZIANE GAMA23Aguardando julgamentoPPSPartido não coligado
HAROLDO FREITAS PIRES DE SABOIAHAROLDO SABOIA50Aguardando julgamentoPSOLSÃO LUIS, O CAMINHO É PELA ESQUERDA
JOAO CASTELO RIBEIRO GONÇALVESCASTELO45Aguardando julgamentoPSDBPRA FAZER MUITO MAIS
JOAQUIM WASHINGTON LUIZ DE OLIVEIRAWASHINGTON13Aguardando julgamentoPTJUNTOS POR SÃO LUIS
MARCOS ANTONIO SILVA DO NASCIMENTOMARCOS SILVA16Aguardando julgamentoPSTUPartido não coligado
Em Paço do Lumiar na Região Metropolitana de São Luis dos sete candidatos apenas uma candidatura a da Advogada Núbia Dutra (PDT) está deferida os outros todos aguardam julgamento.
EDUARDO DUTRA FERREIRA EDUARDO 50 Aguardando julgamento PSOL Partido não coligado.

GILBERTO SILVA CUNHA SANTOS AROSO GILBERTO 15 Aguardando julgamento PMDB Partido não coligado.

JOSEMAR SOBREIRO OLIVEIRA PROF. JOSEMAR 22 Aguardando julgamento PR UM NOVO PAÇO PARA TODOS.

NEUSILENE NUBIA FEITOSA DUTRA NÚBIA DUTRA 12 Deferido PDT O PAÇO A FRENTE PARA TODOS.


OSMAR WALCACER DE OLIVEIRA FILHO OSMAR FILHO 16 Aguardando julgamento PSTU Partido não coligado.


SEBASTIÃO ESCOLASTICO ALMEIDA FILHO ALMEIDA 45 Aguardando julgamento PSDB O PAÇO DE CARA NOVA.


WENDEL DORNELES DE MORAES MORAES MANINHO 11 Aguardando julgamento PP Partido não coligado.



Em Central do Maranhão os dois candidatos aguardam julgamento.
BENEDITO DE SOUZA BARROS, BENEDITO BARROS 15 Aguardando julgamento PMDB UNIDOS COM O POVO PRA CENTRAL CRESCER DE NOVO

EPITACIO AZEVEDO FLOR EPITACIO 20 Aguardando julgamento PSC A FORÇA QUE VEM DO POVO 20 aguardando julgamento.

Dois mortos em Tentativa de assalto a igreja em Pinheiro



 Uma tentativa de assalto Na tarde desta segunda-feira (16), a uma igreja católica na cidade  de Pinheiro, localizado a 340 km da capital terminou com dois bandidos mortos, dois baleados e seis presos.
Segundo informações o irmão do pároco local seria o líder da quadrilha, ele teria informações de que a igreja receberia uma verba no montante de R$ 500 mil do Vaticano e por isso arregimentou quatro comparsas no Pará.
A presença dos 09 homens na cidade desde a semana passada despertou a atenção da polícia que passou a monitora-los, suspeitando que eles estariam articulando assalto a uma das agências bancarias da região, na tarde desta segunda-feira,(16), ao serem abordados pela polícia reagiram a tiros, houve revide por parte dos policiais e o saldo foi de dois bandidos mortos, e três baleados. Foram presos: Valdinário Lopes, natural de Bacuri (MA), Nilton César Ferreira Pavão, natural de Santa Helena (MA), Francisco Almeida, natural do Pará, e João Batista de Souza, o "Juan", natural de Santa Inês (MA). Erasmo Carlos, natural do Pará, e Manoel Oliveira Mota, natural de Davinopólis (MA).


Projeto institui o Estatuto Penitenciário Nacional

Dep. Domingos Dutra (PT-MA)
Dutra: é preciso padronizar procedimentos em todo o País.
Tramita na Câmara o Projeto de Lei 2230/11, que institui o Estatuto Penitenciário Nacional. Resultado do trabalho da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário, realizada em 2008, a proposta cria uma série de critérios para o funcionamento do sistema – que passam por normas para a admissão de presos; assistência médica, social e jurídica; projeto arquitetônico dos presídios; visitas íntimas e outros direitos e deveres dos detentos até a determinação de penas para os crimes contra eles.
De acordo com o deputado Domingos Dutra (PT-MA), que foi relator da CPI e assina o projeto, a comissão de inquérito constatou que as diferenças regionais muitas vezes são responsáveis pelas deturpações no atendimento dos presos. Diante disso, defende que “é preciso padronizar alguns tipos de procedimentos”.
Dutra destaca também que a proposta do estatuto é baseada nas Regras Mínimas para Tratamento do Preso da Organização das Nações Unidas (ONU – Resolução 2076/77) e procura garantir a ressocialização dos presos, além de seus direitos, para que sejam tratados sem discriminação e com respeito à individualidade, integridade física, dignidade pessoal, crença religiosa e preceitos morais.
Admissão
Pelo texto, na admissão, o presídio deverá fazer o registro do preso, com informações como identificação, razões da prisão, vínculos de parentesco até o terceiro grau e lista de pertences. O registro deverá ser assinado pela autoridade responsável e pelo detento.
O interno deverá passar por avaliação para determinar o tipo de alojamento em que será alocado, de acordo com critérios como sexo, idade, situação legal e judicial, antecedentes criminais e tempo de pena. Será avaliado também quanto à saúde física e mental e doenças infectocontagiosas.
A proposta proíbe expressamente a permanência de detento em delegacia de polícia ou na superintendência da Polícia Federal (PF) por tempo superior ao necessário à finalização do inquérito policial. Veda ainda a permanência do preso em cela de isolamento por tempo superior ao determinado pela autoridade.
Tratamento
O estatuto proíbe também a utilização de correntes, algemas e camisas-de-força como instrumento de punição. Pelo texto, esses recursos somente poderão ser utilizados como medida de precaução de fuga, por motivo de saúde ou para evitar danos ao próprio preso ou a terceiros. Proíbem-se ainda castigos corporais e clausura em cela escura.
Somente poderão ser aplicadas sanções previstas em lei ou regulamento, e desde que não coloquem em perigo a integridade física ou a dignidade do preso. Ainda assim, o detento deverá ser sempre avisado sobre a infração e a punição, além de ter assegurado direito de defesa “real e efetivo”.
Saúde, educação e trabalho
Para proporcionar atendimento à saúde dos presos, cada estabelecimento prisional deverá contar com enfermaria, dependência de observação psiquiátrica e unidade de isolamento para pessoas com doenças infectocontagiosas. Nos presídios femininos, deverá haver dependência com material obstétrico, para atendimento de emergência às grávidas.
Ainda conforme a proposta, o detento terá direito a assistência social e a alimentação supervisionada por nutricionista. O Estado também deverá fornecer ao interno uniformes completos, roupa de cama e material de higiene pessoal, como pasta de dentes, sabonete, xampu e hidratante para o corpo.
A educação primária será obrigatória para os presos analfabetos, e os estabelecimentos deverão ofertar formação profissional, além de permitir a realização de cursos a distância. As cadeias terão de contar também com biblioteca.
O trabalho será obrigatório para todos os presos condenados, com o objetivo de capacitá-los para sustentar-se de forma lícita após o cumprimento da pena. Lei ou regulamento deverá fixar a jornada diária, e a remuneração deverá possibilitar indenização pelos danos do crime e constituição de poupança.
Segundo o texto, para cada 400 presos, os presídios deverão contar com uma quantidade específica de profissionais para atendê-los.
Crimes contra presos
No título dos crimes contra presos, são definidos nove tipos criminais, com as respectivas penas. Para maus tratos, o projeto prevê reclusão de três a seis anos. Caso o fato resulte em lesão corporal grave, a pena sobe para de três a oito anos, e, em caso de morte, para de quatro a 12 anos. Em todos os casos também haverá multa.
Quem incorrer nas condutas de abandono material (deixar de fornecer alimentação e demais condições essenciais à subsistência); manutenção indevida de preso em delegacia ou superintendência da PF; imposição de trabalho excessivo ou inadequado; abuso de medida disciplinar; e lotação de presídio acima da capacidade máxima de ocupação submete-se à pena de reclusão de três a seis anos e multa.
Já para os casos de separação irregular de preso (entre condenados e provisórios, ou entre homens e mulheres); falha na visitação mensal obrigatória do juiz da execução, do integrante do Ministério Público e do integrante de conselho penitenciário ou de conselho da comunidade ao estabelecimento prisional; e manutenção indevida em cela de isolamento, a previsão é de reclusão de dois a quatro anos e multa.
Em todos os casos, a condenação terá como efeito também a perda do cargo ou da função pública e a inabilitação para seu exercício por dez anos.
Tramitação
A proposta do estatuto será analisada por uma comissão especial (ainda a ser formada) antes de seguir para votação no Plenário. Projeto idêntico (PL 4201/08), também originário da CPI do Sistema Carcerário, foi arquivado ao final da legislaturapassada sem que tivesse sido instalada comissão especial para analisá-lo, o que levou Domingos Dutra a reapresentar o texto.

Eleições em São Luís:Castelo dá as costas para a Educação na Cidade Olímpica

   
    Castelo foi à Cidade Olímpica no fim de semana passado cumprindo agenda de campanha como candidato à reeleição do mandato de Prefeito de São Luís. Após eleito em 2008 não esteve na comunidade em nenhuma ocasião.
    Acompanhado de assessores e comissionados da prefeitura, com direito a segurança e outras regalias do cargo, o candidato pegou criancinha no colo e fez tudo direitinho conforme o que manda o manual do populista. No bairro em que algumas ruas ganharam asfalto somente às véspera de encerrar seu mandato, Castelo fez discurso de campanha. Na foto de campanha, divulgada pela assessoria de imprensa para os veículos de comunicação, o descaso com a educação está expresso na faixa de boas vindas ao prefeito-candidato.
    A bandeira da educação não foi hasteada por João  Castelo em momento algum de sua gestão. Exemplo é o anexo dois da Escola Municipal José Ribamar Bogéa, desde o ano passado com calendário incerto.  Ao contrário do que vinha acontecendo nas administrações quie o antecedram, o crescimento quantitativo do setor sofreu retração na desastrosa gestão do tucano. Qualitativamente o nível pode ser medido pela faixa.

O Conselho de Ética e Decoro Parlamentar se reúne hoje para discutir e votar o parecer do deputado Guilherme Mussi (PSD-SP) sobre representação do Psol contra o deputado João Carlos Bacelar (PR-BA), acusado de nepotismo cruzado. Mussi apresentou seu parecer no último dia 11. Ele considerou a denúncia inepta e pediu o arquivamento da representação. A reunião será realizada às 14 horas, no Plenário 13.
Alexandra Martins
Dep. Guilherme Mussi (PSD/SP)
Guilherme Mussi: denúncias não foram comprovadas.
Bacelar é acusado, em representação da Mesa Diretora com base em ofício do Psol, de nepotismo cruzado, utilização irregular de secretário parlamentar e negociação escusa entre parlamentar e servidor.
Mussi disse que os fatos apontados na representação não foram comprovados. O ofício do Psol se baseia em reportagem da revista Veja, de outubro do ano passado, segundo a qual Bacelar teria empregado no gabinete dele, como secretárias parlamentares, a mãe e a irmã do deputado estadual da Bahia Nelson Leal.
Em troca, Leal teria dado emprego à mãe e a um tio de Bacelar. Além disso, uma das pessoas empregadas no gabinete do deputado federal seria "laranja" dele em uma emissora de rádio na Bahia e empregada doméstica de sua família.
João Carlos Bacelar negou as acusações e acusou a irmã dele, Lílian, autora das denúncias e com quem trava uma disputa judicial por herança, de querer atacar seu "capital político". "A infeliz da senhora Lílian tem sido constantemente derrotada na via judicial, é psicopática, parte para atacar o que ela imagina ser o ponto mais frágil da família, o nosso capital político. Parte para atacar minha honra e meu caráter."
Dispensa de testemunhas
O líder do Psol, deputado Chico Alencar (RJ), criticou a pressa do relator em apresentar o parecer. Alencar defendeu a continuidade da representação. "O que está acontecendo aqui é algo sui generis. Eu estou aqui há dez anos e nunca vi uma matéria ser apreciada com tal celeridade e com dispensa, inclusive, de testemunhas arroladas pelo representado. Em tese, nem a defesa do representado e o contraditório em relação à representação da Mesa Diretora pôde ser exercido."
Para Guilherme Mussi, não foi necessário ouvir as testemunhas. "As testemunhas [de defesa] que viriam ficariam em uma mesmice. São pessoas arroladas por ele, o deputado estadual dele, um funcionário dele. Então, acho que a gente perderia o tempo dos deputados aqui."
O pedido de investigação contra Bacelar foi encaminhado pelo Psol ao presidente da Câmara em outubro passado e aceito pela Mesa Diretora. A Corregedoria da Câmara, depois de examinar o caso, sugeriu a suspensão temporária do mandato do parlamentar. A Mesa acolheu o parecer e enviou a representação para o Conselho de Ética neste ano para abertura de processo. O relator, no entanto, recomendou nesta quarta-feira o arquivamento do caso.
Venda de emendas
No mês passado, o Psol apresentou à Presidência da Câmara outra denúncia contra Bacelar, baseada em reportagem do jornal O Globo sobre um suposto esquema de compra e venda de emendas. Esse caso ainda passará pela Presidência antes de ser encaminhado ao Conselho de Ética.
Da Redação/WS